Fhemig é desmentida em relatório que expôs as mentiras do Secretário de Saúde!
No último dia 16/06, a ASTHEMG e o SINDPROS participaram de uma audiência pública na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa para, mais uma vez, discutir a situação dos hospitais da Fhemig, em especial as denúncias de violações de direitos humanos decorrentes da precarização dos serviços prestados nos hospitais HMAL e HPSXXIII.

Convocada pelo deputado estadual Lucas Lasmar e com a participação de outras entidades da saúde, a audiência “contou” com a ausência da presidente da Fhemig, Renata Leles, e do secretário de Saúde Fábio Baccheretti, que enviaram apenas técnicos como representantes.
A audiência expôs as inconsistências e contradições da Secretaria de Saúde e da gestão da Fhemig. O deputado apresentou um relatório inicial questionando os dados divulgados pela Fhemig, que não condizem com a realidade das unidades públicas de saúde no estado.
A promotora de Justiça de Defesa da Saúde de Belo Horizonte, Josely Pontes, destacou que o governo estadual tem utilizado argumentos mentirosos sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal para justificar a não contratação de novos trabalhadores.
Carlos Martins, presidente da ASTHEMG e do SINDPROS, rebateu os representantes da Fhemig, que associaram a superlotação do João XXIII a doenças respiratórias. Carlos lembrou que a superlotação ocorre desde o ano passado e que a maioria dos atendimentos no João XXIII são relacionados a traumas.
Outro ponto levantado foi o redimensionamento de pessoal nos hospitais da Fhemig, que prevê a redução do quadro de profissionais na assistência. Ou seja, além da superlotação, a gestão ainda pretende diminuir o número de funcionários.
Carlos também denunciou o caso de Pato de Minas, onde o Hospital Regional Antônio Dias foi terceirizado para uma Organização Social (OS). Os trabalhadores relataram ao sindicato que a OS piorou a qualidade dos materiais básicos para atendimento, aumentou a rotatividade de funcionários e sobrecarregou a equipe, comprometendo a qualidade do serviço.
Além disso, há denúncias de que a OS exige que os trabalhadores utilizem seus próprios celulares como relógio de ponto, obrigando-os a instalar um aplicativo que terá acesso ao celular 24 horas por dia. Trata-se de um absurdo que viola as leis trabalhistas e de privacidade digital. O SINDPROS já notificou o Ministério do Trabalho e levará a denúncia adiante.
A servidora do Pronto Socorro, Rachel, enfermeira no setor de emergência, destacou a alta demanda do hospital, a falta de funcionários e o redimensionamento feito sem considerar a realidade da unidade. Ela também relatou que, em reunião com a direção, foi proposta a elaboração de um estudo sobre o quadro do hospital em apenas quatro dias, tarefa impossível diante da complexidade da unidade. Além disso, o Pronto-Socorro não conta com feristas, maqueiros ou profissionais de retaguarda.

Infelizmente, os representantes da Fhemig, apenas técnicos, não responderam aos questionamentos do deputado nem dos demais presentes. O que se viu, mais uma vez, foram dados distorcidos e justificativas incoerentes para tentar explicar o pior momento dos hospitais da Fhemig sob a gestão da presidente Renata Leles e do secretário de Saúde Fábio Baccheretti.

