No último dia 16/10, o SINDPROS, ASTHEMG e SISIPSEMG, junto com os trabalhadores da a Fhemig e o Ipsemg realizaram uma manifestação na Cidade Administrativa, juntamente com uma Assembleia Geral conjunta. Cerca de 200 pessoas lotaram a porta do Prédio Gerais em um ato que durou toda a tarde.
No mesmo dia, também ocorreu uma reunião com os representantes da Seplag, Fhemig e Ipsemg.
O representante da SEPLAG , Caio campos apresentou as respostas do governo a nossa pauta de reinvindicações que foram entregue no início do ano veja os principais pontos da pauta:
Pauta Financeira:
Aumento Salarial/Reajuste edas Gratificações: O governo negou qualquer tipo de aumento este ano. Segundo o representante de relações sindicais, Caio Campos, não há “conforto financeiro” para Zema conceder o aumento salarial. Mesmo o governo não estando acima do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal, o que antes era a justificativa.
O SINDPROS/ASTHEMG também propôs a incorporação da ajuda de custo ao salário dos servidores, ou pelo menos parcialmente. A resposta da Seplag manteve-se a mesma: não há previsão para nenhum reajuste.
Ou seja, mesmo o governo Zema tendo concedido aumento para outras categorias, dado aumento para si mesmo os secretários do governo e concedido isenção fiscal para empresários, os trabalhadores da saúde não serão valorizados.
A única sinalização dada é de realizar um estudo para reajustar o valor da Ajuda de Custo, ficaram analisar a possibilidade e dar uma resposta ao sindicato.
Redução de Carga Horária:
Sobre a liberação dos PENFs, que já tiveram a publicação da redução e não iniciaram a nova carga horária, a Fhemig informou que o problema está nas chefias. A autorização já foi dada e não sabem por que as chefias estão impedindo os servidores de cumprirem a redução. Segundo a Digepe, eles irão verificar nas unidades.
É importante que os trabalhadores comuniquem ao SINDPROS/ASTHEMG qualquer impedimento por parte das chefias para que possa ser cobrado da Digepe.
Sobre a liberação dos TOS: A Fhemig justificou que não tem pessoal para cobrir a redução de carga horária para os TOS e que os novos concursados estão sendo usados para suprir a falta de servidores.
O sindicato questionou essa afirmação, já que para a concessão das 30 horas já havia sido feito um estudo que demonstrava a possibilidade para os TOS. Então, não há por que dizer que não há como cumprir o acordo feito.
O SINDPROS/ASTHEMG propôs que a Fhemig faça contratações ou utilize os MGS para suprir e implementar a redução dos TOS. Ficou definido que a Fhemig irá encaminhar o estudo e enviá-lo para a Seplag e o Cofins analisarem a possibilidade.
Vale ressaltar que a pressão é o que resulta em conquistas. Se a categoria dos TOS não se unir, não mobilizar e não participar em peso das discussões e manifestações, a Fhemig não verá a importância da categoria e continuará dificultado a liberação.
Férias Prêmio:
A Fhemig reafirmou que está liberado as férias prêmio, mas que cabe às chefias a liberação. O sindicato questionou o fato de as chefias estarem negando a liberação e estarem usando como desculpa a falta de servidores.
O SINDPROS solicitou que a Seplag liberasse horas extras para que os servidores possam usufruir das férias prêmio. Questionou também os critérios usados pelas chefias, que muitas vezes não condizem com a isonomia do cargo.
É importante que os servidores que solicitarem as férias prêmio o façam por escrito ou via SEI, e se for negado entre em contado com o sindicato, pois a Fhemig informou que a chefias estão informando que a maioria está sendo liberada para férias prêmio.
Férias Regulares:
Sobre a questão das férias dos plantonistas começarem no dia do plantão e não mais na folga, a Fhemig ficou de analisar e rever a forma como estão sendo marcadas as férias. O SINDPROS comprovou que iniciar as férias na folga gera prejuízo para os trabalhadores.
Decisão da Assembleia
Por fim, a reunião resultou em promessas de estudos e um prazo para que a Seplag e a Fhemig respondam e implementem pelo menos os requisitos que aceitaram.
A luta por aumento salarial irá continuar. Não é porque o Governo disse que não tem ou não quer que vamos parar. Está sendo organizada uma grande mobilização com outras categorias do funcionalismo para aumentar a pressão.

