No último dia 24 de julho, o núcleo da ASTHEMG/SINDPROS participou de uma reunião com a gestão da Casa de Saúde Padre Damião – CSPD em Ubá com o objetivo de discutir problemas vivenciados pelos trabalhadores da Fhemig na unidade. Veja os pontos:
Falta de funcionários e sobrecarga de trabalho
Foi discutida a insuficiência de profissionais por plantão, situação que tem impactado diretamente a assistência prestada e aumentado a sobrecarga da equipe. Os trabalhadores têm enfrentado desgaste físico e emocional, afetando diretamente a qualidade da assistência prestada ao paciente.
Resposta da gestão: A gestão do CSPD informou que o atual dimensionamento da equipe tem como base a Escala de Fugulin, ressaltando que o perfil assistencial dos pacientes exige maior número de horas de enfermagem, o que aumenta a demanda sobre os profissionais. Reconheceram a insuficiência de profissionais e que acompanham essa situação há meses.
A gestão também informou que a previsão é de novas contratações por meio do Consórcio ICISMEP já no mês de agosto, estimando 11 novas contratações.
Infraestrutura (vestiário/repouso):
Foi relatada a situação do vestiário, que permanece com infiltração e presença de mofo, comprometendo as condições adequadas do ambiente de descanso da equipe. O sindicato solicitou a realização de reforma estrutural, emissão de laudo da engenharia de segurança e apresentação de cronograma para execução da obra.
Resposta da gestão: A gestão informou que a umidade observada nos vestiários é consequência das obras em andamento na unidade. Informou ainda que o Ministério do Trabalho realizou vistoria no vestiário, ocasião em que foram discutidas medidas para melhoria das condições do ambiente.
Além disso, a direção informou que as providências relacionadas ao ambiente de trabalho já foram encaminhadas ao Ministério do Trabalho e que, caso as intervenções não solucionem o problema, será avaliada a disponibilização de outro espaço para utilização pelos colaboradores.
NOTIFICAÇÃO E QUESTIONAMENTO
Foi debatido o bloqueio de leitos. Apesar do reconhecimento de que o dimensionamento da equipe é um fator essencial para a segurança do paciente, foi manifestada preocupação quanto à redução da capacidade de atendimento. Entendeu-se que a limitação de leitos evidencia a necessidade de fortalecimento do quadro de profissionais, considerando que a assistência segura e de qualidade depende desse fortalecimento.
Resposta da gestão: A responsável técnica informou que o bloqueio dos leitos foi adotado como medida excepcional diante da insuficiência de profissionais, visando preservar a segurança dos pacientes e da equipe assistencial.
Segundo a gestão, a reabertura dos leitos atualmente bloqueados ocorrerá de forma gradativa, proporcional ao quantitativo de profissionais efetivamente contratados, o que estaria em andamento por meio do Consórcio.
Durante a reunião, também foram discutidas as condições dos equipamentos e materiais utilizados na assistência, sendo relatadas situações de sucateamento e desgaste de itens como aparelhos de pressão arterial, oxímetros e cadeiras de banho. A gestão tomou ciência das demandas apresentadas, que foram registradas para acompanhamento e adoção das providências cabíveis.
DEFINIÇÃO:
Caso permaneçamos sem respostas concretas e sem a definição de prazos para a adoção das medidas necessárias, o SINDPROS/ASTHEMG adotará as providências cabíveis em defesa dos trabalhadores e da assistência prestada.
Na ausência de soluções efetivas, poderão ser formalizadas denúncias junto ao COREN, à Vigilância Sanitária, ao Ministério do Trabalho e aos demais órgãos competentes, conforme a necessidade, uma vez que a situação atual não reúne condições adequadas para permanecer como está.
Luiza Marilac, diretora, propôs a realização de reuniões mensais entre a gestão e o SINDPROS/ASTHEMG com o objetivo de fortalecer o diálogo, acompanhar a evolução das demandas apresentadas e monitorar as medidas adotadas para recomposição da equipe.

